domingo, 21 de setembro de 2014

Numa decisão, jamais negocie seus valores internos.

Tomar uma decisão conjunta não é nada fácil. Muitas vezes, as divergências acontecem porque as pessoas mantêm suas posições baseadas em seus valores internos.

Valores internos são particulares e não são regidos pelo mercado, pela moda, pelo IPTU, ou pelo supermercado. Valor interno é aquilo que a gente sente sem levar em conta o que os outros dizem. Se aceitarmos a influência externa sobre aquilo que damos valor, é bem possível que estejamos indo contra nós mesmos.

Quando a nossa personalidade se forma, os valores vão se estabelecendo influenciados pela educação que recebemos e pelo ambiente em que vivemos. Em outras palavras, adotamos como valores aquilo que a maioria valoriza, simplesmente pra não nos sentirmos excluídos ou diferentes.

Mas existem valores que não sofrem influência porque são inatos. Eles variam de pessoa para pessoa, mas valores tais como amizade, paz, respeito, caráter, liberdade, segurança, são coisas que, se valorizamos, dificilmente sofrem influência externa a ponto de mudarmos a importância que damos a eles.

Por isso, quando chega a hora de tomar uma decisão em conjunto com outra pessoa - ou com outras pessoas - a coisa costuma pegar, porque o outro também tem os seus valores. Se forem diferentes dos seus, ele vai relutar em abrir mão. Além disso, se um dos lados abrir mão de seus valores pelos valores do outro, pode apostar, o tempo vai mostrar que o resultado será um fracasso, porque uma das partes não estará satisfeita durante todo o tempo.


Portanto, a melhor opção diante de uma decisão que apresente um impasse de valores é não decidir. Ou decidir em separado, se for possível. Nunca em conjunto.

Se for um casamento, não case. Se for a compra de uma casa, não compre. Se for a mudança para outra cidade ou país, não mude. Só decida aquilo que for possível fazê-lo sozinho.  

E não entre naquela onda de que com o tempo você se acostuma. Não porque os valores não possam mudar, mas porque você nunca sabe se os valores que hoje estão em jogo realmente um dia mudarão.

by Dalton Cortucci

Leve para sua empresa ou instituição uma de nossas palestras ou workshops sobre Inteligência Emocional, Eneagrama e Coaching.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Os tipos de Personalidade no Eneagrama (III)

No post anterior vimos que os tipos de personalidade (Eneatipos) descritos no Eneagrama são divididos em 3 forças: Emocionais, Mentais e Instintivas. Mesmo que os três centros funcionem fluidamente para responder às diferentes situações da vida, o certo é que cada um de nós está condicionado por um centro em maior medida. 

Por sua vez, dentro desse centro que é preponderante, o Eneagrama acondiciona 3 Eneatipos, sendo que para um indivíduo um desses Eneatipos também exerce predomínio sobre os outros dois. 

Antes de descrever cada um dos Eneatipos, é importante relembrar que o Eneagrama fala em cada um deles das coisas inconscientes que nos sucedem. Cada um tem uma forma concreta de perceber a realidade e demonstra que nenhum de nós percebe a realidade tal como ela é, porque todos estamos condicionados. São 9 estilos de personalidade, 9 formas de ver a vida, 9 conjuntos de valores diferentes, 9 estilos de comunicação diferentes, 9 modos de resolver os problemas, 9 formas de motivar-se, de pensar, de sentir e de reagir.

É um mapa de como somos, de como nos relacionamos com a forma de ser das outras pessoas e de como poderíamos nos libertar das barreiras que limitam nosso próprio potencial.


Vamos ver agora uma breve descrição de cada um dos 9 Eneativos, lembrando que cada um deles não é exclusivo na vida de um indivíduo, mas preponderante em meio a todos eles (veja os vídeos no final do post).




Eneatipos Emocionais (2, 3 e 4)

2: "Ajudador"
É motivado pela necessidade de ser amado e valorizado pelo que é; por atender às necessidades dos demais; por expressar seus sentimentos, e por sentir-se necessário, apreciado, obter aclamação e créditos para si.

3: "Motivador"
É motivado pela necessidade de ser produtivo, alcançar o sucesso e evitar o fracasso a todo custo. Para ele, uma pessoa vale pelo quanto realiza e produz. Dá muito valor à sua imagem.


4: "Individualista"
É motivado pela necessidade de experimentar seus sentimentos e de ser compreendido, para encontrar o significado da vida e evitar ser alguém comum. Toda essa sensibilidade o leva a ter um forte traço ligado à arte e à beleza.


Eneatipos Mentais (5, 6 e 7)

5: "Investigador"
É motivado pela necessidade de conhecer e entender tudo, para ser autosuficiente e para evitar parecer tolo. Isola-se dos outros para evitar ser sensibilizado e acredita que o conhecimento é tudo.

6: "Leal"
É motivado pela necessidade de segurança. Busca apoio dos outros para tentar obter garantias para evitar a insegurança e a ansiedade. É bastante sociável porque acredita na segurança proporcionada pelas outras pessoas.

7: "Entusiasta"
É motivado pela necessidade de ser feliz e planejar atividades agradáveis para evitar o sofrimento e a dor. Sua necessidade de experimentar tudo que lhe traga prazer o faz abrir vários projetos simultaneamente e ter uma agenda social intensa.


Eneatipos Instintivos (8, 9 e 1)

8: "Líder"
É motivado pela necessidade de ser autosuficiente e forte para evitar a sensação de fraqueza ou dependência. Esforça-se por ser poderoso e para isso supera qualquer obstáculo, às vezes, a qualquer custo.

9: "Pacificador"
É motivado por manter a harmonia no seu ambiente, evitar conflitos e tensões, preservar as coisas como são, e resistir à tudo que possa perturbar sua paz. Dá tanta importância à conciliação que perde o foco de seus próprios objetivos.


1: "Perfeccionista"
É motivado pela necessidade de ser íntegro, coerente com seus ideais, de trabalhar com disciplina para melhorar, e de proteger-se de críticas de modo à não ser condenado por ninguém.



Quando olhamos pela primeira vez a descrição dos 9 tipos de personalidade, é normal que nos vejamos nas características de vários Eneatipos. Seguramente, todos compartilhamos partes ou características de todos eles, mas sempre há um Eneatipo que marca a raiz de nosso comportamento, a forma de perceber o que está à nossa volta, e as nossas motivações.

Também é importante termos em conta que não existe um ranking, onde um tipo de personalidade seja melhor do que outro. Tudo depende dos níveis de intensidade de cada Eneatipo na vida do indivíduo, requerendo ou não uma atenção especial para alcançar o equilíbrio desejado.

A pergunta que sempre vem a seguir é: 
"Qual é o meu tipo de personalidade? Meu Eneatipo?"

Bem, este é o tema do próximo post. 


E para quem não viu os anteriores, seguem os links:
O Eneagrama - As Forças Mentoras (II)



by Dalton Cortucci


E assista em vídeo uma visão geral das personalidades no Eneagrama.









quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O Eneagrama - As Tríades (II)

Para se iniciar no estudo do Eneagrama a auto-observação é fator primordial. 
(se você não leu o primeiro post, segue o link: "O Eneagrama - Início (I)".

Obviamente, isso é importante porque precisamos descobrir aquilo que é dominante em nós. A partir desse descobrimento, será possível separar os pensamentos, emoções e atitudes que são coerentes com nosso perfil dominante, daqueles que são apenas fruto de nossa educação na infância, da cultura em que vivemos e das relações que estabelecemos. Esse conjunto de fatores constroem nossa visão do mundo e de nós mesmos. São eles que nos fazem reagir ao ambiente para sobreviver a ele.


O Eneagrama apresenta 9 tipos de personalidades, as quais podemos chamar de 9 formas de pensar, de sentir e de agir. Dentre esses tipos cada um de nós encontrará um perfil com o qual sentirá uma identificação mais forte. Provavelmente, será esse tipo que estará mais próximo daquilo que nos define. 

E esse é o ponto de partida.


Mas e daí?

Ao reconhecer no Eneagrama nosso tipo (também chamado eneatipo), tomamos consciência das condições para o desbloqueio e recuperação de nossas qualidades que estavam escondidas.

Segundo Claudio Naranjo, um dos principais estudiosos e divulgadores do Eneagrama, conhecê-lo nos serve para:

  • conhecermos melhor e tomar consciência dos aspectos que nos passam despercebidos mas que são evidentes aos olhos dos outros;
  • compreender até onde pode ir nosso desenvolvimento pessoal e profissional;
  • tomar decisões de acordo com nossa maneira de ser e não nos submetermos a pressões inúteis e desnecessárias;
  • compreender os pontos fortes e fracos dos demais e nos adequarmos as suas características, de modo que possam se sentir confortáveis, ao invés da defensiva quando se relacionam conosco;
  • saber de que modo nossa personalidade impede o encontro com nossa própria essência.
Mas como saberemos identificar corretamente nosso tipo dentre os 9?
A maioria das pessoas diz que quando descobre o seu tipo saberá no mesmo momento. Isto porque (é provável) que você sinta imediatamente uma sensação de identificação. É como encontrar algo que diga claramente as coisas que você sempre soube subconscientemente. Quando essas coisas acontecem, pode ter certeza que você corretamente identificou o seu eneatipo.

Para começar a explicar o funcionamento do Eneagrama, é importante conhecermos 3 forças que influenciam amplamente os eneatipos (tipos de personalidade). São elas:


  • as Forças Mentais
  • as Forças Emocionais
  • as Forças Instintivas


As 3 Forças Mentoras no Eneagrama

Pelo desenho do Eneagrama podemos observar onde elas atuam de forma mais contundente:
  • Mentais: eneatipos 5, 6 e 7
  • Emocionais: eneatipos 2, 3 e 4
  • Instintivas: eneatipos 8, 9 e 1

De forma resumida, isso significa que:
  • Os eneatipos Mentais são aqueles que, basicamente, usam a razão como mentor de suas vidas. São pessoas planejadoras, dedicam mais tempo em conhecer e calcular consequências do que a executá-las. 
  • Os eneatipos Emocionais são aqueles que, basicamente, têm as emoções como mentor de suas vidas. São pessoas sociáveis, comunicativas que criam relações com facilidade com o fim de serem notados, apreciados, admirados.
  • Os eneatipos Instintivos são aqueles que, basicamente, usam a ação como mentor de suas vidas. São pessoas determinadas, protetoras, não se deixam controlar facilmente e tendem mais a mandar do que a obedecer.
É claro que todos temos dentro de nós as 3 forças, mas a ideia aqui é entendermos que cada um está condicionado por uma delas em maior medida. 

No próximo post vou especificar as características de cada eneatipo. Ressalto que o objetivo principal é de apresentar, em linhas gerais e de forma bem tranquila, o que é o Eneagrama e qual a sua importância, para quem nunca teve qualquer proximidade com o assunto - se você não leu o primeiro post, segue o link: "O Eneagrama - Início (I)".


by Dalton Cortucci



Se prefere em vídeo, assista e me dê um feedback. Obrigado!





quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Eneagrama - Início (I)

Não sei dizer há quanto tempo tive contato com o Eneagrama, mas nos últimos 10 anos intensifiquei e aprofundei meus estudos nesse tema, o qual, a meu ver, deveria ser mais divulgado para que mais pessoas pudessem usufruir desse conhecimento.

Na época em que comecei a estudar o Eneagrama senti-me atraído porque ele permitiu-me desenvolver uma certa facilidade e rapidez em conhecer as pessoas. Em outras palavras, o Eneagrama me tornou mais perspicaz em perceber as principais características de personalidade e a compreender o padrão das atitudes das pessoas. Obviamente, isso ajudou muito em meus relacionamentos, fato que perdura até hoje.

No entanto, admito, a princípio foi muito difícil, pois o estudo do Eneagrama inicia-se por uma profunda jornada de autoconhecimento. Isso significa que um iniciante precisa uma constante auto-observação, através da qual ele consiga perceber o que está detrás de suas intenções, e não raro, a intenção que está por detrás da intenção.

Sei que parece um pouco complicado, e na verdade é mesmo, exceto se houver um método para se perceber isso, e o Eneagrama é a chave mestra para essa jornada.

Uma breve definição e histórico

O Eneagrama é um sistema que nos permite detectar o tipo de personalidade das pessoas através de uma figura geométrica de nove pontas que representa os nove tipos de personalidades básicas da natureza humana e suas complexas inter-relações. 




Baseado na sabedoria espiritual de muitas e diferentes tradições antigas, o Eneagrama foi levado ao público em Moscou, no ano de 1915, por George Gurdjieff, filósofo e professor que usou o Eneagrama em seu programa de desenvolvimento humano. Somente na década de 1960, Oscar Ichazo, fundador da Escola Arica, estabeleceu os nove tipos de personalidade no Eneagrama. Pouco tempo depois, Claudio Naranjo, MD, e outros psicólogos em Berkeley combinaram o Eneagrama com os últimos desenvolvimentos da psicologia moderna.

Hoje o Eneagrama é uma ferramenta poderosa que se tornou largamente usada por terapeutas, coaches, executivos de empresas, empresários, pais e professores em muitos países ao redor do mundo

Aplicações principais

Na versão moderna do Eneagrama existem muitas aplicações, mas em termos práticos eu diria que o Eneagrama tem como aplicações principais:
  1. O crescimento pessoal e espiritual 
  2. O desenvolvimento de nossa capacidade de alcançar relacionamentos bem sucedidos em casa e no trabalho 
  3. A capacidade de desenvolver a liderança, a montagem de equipes e a habilidade de comunicação, tudo isso no âmbito do trabalho. 

Como já mencionei, o estudo do Eneagrama começa por uma jornada de autoconhecimento. Afinal, sem sabermos um pouco mais sobre quem somos é muito mais difícil conhecer os outros. Mas é nessa jornada de autoconhecimento que conseguimos perceber nossos padrões de pensamento, sentimentos e comportamento, aumentando nossa auto-consciência e tendo como consequência a facilidade de detectarmos nossos pontos fortes e nossos pontos cegos. Quando tomamos posse dessas informações, resultado de muita auto-observação, conseguimos explorar mais nossos potenciais, assim como corrigirmos nossos erros, obtendo como resultado um aumento de nossa eficácia pessoal e profissional.

Principalmente no âmbito de nossos relacionamentos, o Eneagrama é um método poderoso que aumenta a nossa inteligência emocional - e não há melhor sistema no mundo de hoje para aprender a criar relacionamentos mais bem sucedidos. Isto se dá porque quando reconhecemos os diferentes pontos de vista e as necessidades básicas de cada tipo de personalidade, podemos de imediato melhorar a nossa comunicação no relacionamento com os outros. Esse aumento de empatia com as outras pessoas em nossas vidas nos torna capazes de responder às necessidades que toda relação exige para que se mantenha num patamar saudável.

Embora o assunto seja inesgotável, a ideia deste post é apenas chamar a atenção do Eneagrama para quem nunca ouviu falar dele. Mas é o primeiro de uma pequena série introdutória, a qual espero que seja do interesse de todos.


by Dalton Cortucci


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domingo, 6 de abril de 2014

Medo de falar em público: insegurança ou sociabilidade?

Exceto os profissionais que por força do hábito possuem experiência, a maioria das pessoas têm algum tipo de receio de falar em público.

Nessas situações alguns conseguem reagir com uma certa tranquilidade, mesmo não estando à vontade. Outros reagem com maior apreensão, embora consigam força suficiente para não recuar. Contudo, não é raro encontrarmos pessoas para as quais a tarefa de falar em público não só se constitui numa eventualidade desconfortável, mas numa verdadeira tragédia anunciada.


Aterrorizados por enfrentar o público, por menor que seja a audiência e por mais simples que seja o assunto, essa exposição provoca em determinadas pessoas um medo paralisante, comumente antecedido por períodos de angústia e ansiedade. Conheci gente que mesmo em situações amenas preferiu fugir do compromisso do que passar por tal experiência.

No mundo corporativo é muito comum que líderes e gestores sejam cada vez mais exigidos a realizarem apresentações públicas. Para não arriscarem suas carreiras ou até seus próprios empregos, aqueles que têm essa dificuldade acabam por decidir ir em busca de ajuda. Essa ajuda pode vir através de uma terapia ou, mais comumente usada no meio corporativo, através de um coach. Aliás, para vencer a paura de falar em público os processos de Coaching são muito eficazes.

O fato é que pessoas que têm medo de falar em público são taxadas de inseguras. Embora toda generalização seja perigosa, percebo que hoje há um outro fator que dispara essa "insegurança", um fator que resulta dos novos tempos: a "falta de vivência social".

O que quero dizer com isso é que hoje o indivíduo mesmo conectado em grandes redes e com centenas de pessoas dispostas num formato de comunidade, tal posição não exercita plenamente a sua sociabilidade. É inegável a economia de tempo e o encurtamento das distâncias que a tecnologia propicia, tornando qualquer pessoa acessível a um custo de comunicação que tende a zero. No entanto, esse cenário pode comprometer muito a capacidade de comunicação de uma pessoa. Em outras palavras, a falta de exercício do "diálogo livre", isto é, aquela conversa que flui sem qualquer tipo de preparação e que utiliza como informação as manifestações do comportamento das pessoas, tais como a expressão corporal e o tom de voz, podem reduzir significativamente o que chamo de "vivência social".



Se hoje estamos massivamente conectados, mas perdendo o hábito e o exercício presencial, a consequência imediata é a queda da empatia, ou seja, por detrás de um computador a dificuldade de percebermos os sentimentos dos outros aumenta muito. Com a empatia em baixa, a habilidade em desempenhar um "diálogo livre", seja ele individual ou em grupo, passa a ser uma experiência plastificada, isto é, quase sem nenhuma exposição.

De fato isso acontece porque dentro de um cenário virtual aquilo que identifica as pessoas se resume ao que é midiático. Delas resulta uma imagem pensada e construída. Por consequência, falar para uma platéia é o mesmo que defender essa imagem construída. Pior ainda, é como submetê-la a julgamento e à comprovação pública.


Mas, como tudo na vida, a saída está no equilíbrio. Sabemos que o convívio social é tão importante quanto não perder tempo para enviar uma comunicação urgente usando um celular. Porém, ter esse discernimento é a condição necessária para desenvolvermos a consciência de quem somos e o que sentimos minimamente.


Como seres sociais precisamos do convívio constante, pois a armadilha do isolamento social se apresenta toda vez que ligamos um computador ou um celular. O problema é que só vamos perceber essa armadilha quando experimentarmos uma situação tal qual falar em público ou, talvez, até numa simples situação de nos encontrarmos com uma única pessoa, só que "ao vivo".


domingo, 23 de março de 2014

Vínculos se criam e se rompem. Nada mais do que a dinâmica da vida.

Quantas pessoas fazem parte da nossa vida atual as quais temos a certeza de que permanecerão em nosso convívio?
Não estou falando de morte, estou falando de vida mesmo.
Talvez dê pra contar nos dedos.

Mas por que será que é tão pouca se conhecemos tanta gente?

Todos sabemos que as pessoas vêm e vão, isso é muito comum. Mas são as oportunidades e os interesses que as trazem e que as acabam levando.

Sim, oportunidades e interesses.

Parece frio dizer isso, mas é a verdade.

Ninguém convive conosco sem interesse, seja ele qual for.
E quando surgir uma oportunidade para ter uma vida potencialmente melhor, todo esse interesse pode mudar.
Isso vale também para aquelas pessoas que você contou nos dedos, mesmo que dentre elas estejam amigos do peito, parentes, parceiros e, inclusive, filhos.

O mundo não é cruel por conta disso, nós é que somos cruéis com nós mesmos quando acreditamos em situações permanentes. Aliás, a única situação permanente que se pode manter é aquela na qual nós nos submetemos. A vida é dinâmica e tudo muda, exceto se eu não quiser mudar nada.

Portanto, se você tiver a certeza de que algumas pessoas vão permanecer em seu convívio permanentemente, é bom rever isso, porque vínculos entre pessoas podem ser mais sutis do que imaginamos e podem ser quebrados com uma facilidade surpreendente.

De qualquer forma, todo mundo já ouviu dizer que o importante é não esperar nada de ninguém. Não porque as pessoas não nos façam bem, muito pelo contrário, pois muitos convívios são marcantes e nos deixam lembranças boas, mas porque nem mesmo você pode garantir que vai continuar convivendo com alguém. 

Nem mesmo você pode garantir que seus interesses permanecerão imutáveis. 

Nem mesmo você pode garantir que será capaz de resistir a todas as oportunidades que surgirem para ter uma vida melhor, mesmo que para isso custe separar-se das pessoas com as quais convive.

Vínculos se criam e vínculos se rompem a todo momento, e "dessa água não beberei" não passa de uma teoria até que a oportunidade apareça.

Mas e o amor? O amor nem sempre tem algo a ver com nossas decisões. Ele até pode garantir o vínculo de nossa própria existência, mas não o da convivência.

Por isso aproveite o que há hoje e sobretudo não feche as portas para eventuais mudanças, porque todo mundo tem o direito de escolher aquilo que for melhor. 

Pelo menos essa é uma dúvida que ninguém tem. 


by Dalton Cortucci


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domingo, 18 de agosto de 2013

Não quer ser mal interpretado? Marque um café!

Todos já ouviram falar que apenas 11% (ou algo em torno disso) da nossa comunicação estão nas palavras. O resto se distribui entre outros dois fatores: o tom de voz e a expressão corporal.


Contudo, como a comunicação não é algo unilateral, não basta apenas garantir a melhor expressão daquilo que queremos comunicar. Em outras palavras, é importante saber também de que forma o outro lado está recebendo a mensagem. Por consequência, a meu ver, embora raramente citado, existe um outro fator que é tão ou mais importante do que todos os outros: a empatia.

Resumidamente, a empatia é a capacidade intelectual de se colocar no lugar do outro, neste caso, de quem está ouvindo a nossa mensagem. Diferentemente do tom de voz e da expressão corporal, a empatia não pode ser medida, isto porque se trata de um recurso que monitora toda a comunicação de forma subjetiva e talvez seja por isso que ela é pouco citada.

O fato é que hoje nos comunicamos muito mais do que jamais o fizemos. Com tantos recursos tecnológicos à mão, não há como nos isolarmos do mundo, a menos que optemos por isso. Mas se por um lado nossa comunicação aumentou, nosso contato presencial diminuiu, afinal esses recursos nos permitem economizar tempo e dinheiro.


Voltando ao fato de que apenas 11% da nossa comunicação estão nas palavras, e considerando que hoje escrevemos muito mais do que verbalizamos, tudo indica que a qualidade da comunicação corre sérios riscos.

Senti isso recentemente, quando alguém me disse que escrevi um "livro" para explicar algo que poderia ser descrito numa simples frase. Quem me disse isso tinha razão, afinal era o meu interlocutor. No entanto, como eu estava apenas escrevendo, não pude dispor de nada além dos tais 11% dos recursos de comunicação para me ajudar. E como tentei ser o mais didático possível, acabei tornando a mensagem longa e cansativa (para ele).



Bem, essa é uma questão interessante nos dias de hoje, ou seja, se procurarmos ser objetivos numa comunicação escrita, ela pode ser encarada como sincera ou dura demais e até desprovida de qualquer sentimento. Mas se procurarmos ser mais didáticos, a mensagem pode ser encarada como cansativa se discorrermos além dos limites de quem a lê. De qualquer forma, é óbvio, isso dificilmente teria acontecido se o interlocutor pudesse ouvir o tom da minha voz, a expressão do meu rosto e eu a dele.

A conclusão que a gente chega é que mesmo com todos os benefícios que os recursos tecnológicos nos trazem, os quais são inegáveis, corremos sempre o risco de sermos mal interpretados quando a comunicação não é presencial. Aliás, se no "cara a cara" isso já acontece, o que dirá de outra forma.

Por isso, quando tivermos algo mais profundo, ou polêmico, ou sério, enfim, quando tivermos algo que não queremos arriscar uma má interpretação, é melhor não arriscar.

Nesses casos, se pudermos elevar o nosso nível de comunicação dos limitados 11% para um outro patamar, por exemplo, falando ao telefone, isso já será muito melhor. Se ainda assim estivermos dispostos a diminuir os riscos de uma má interpretação, o Skype pode adicionar o recurso visual, o que será de uma ajuda ainda maior. Mas se quisermos mesmo contar com tudo que existe disponível para uma comunicação assertiva e eficaz, é melhor marcar logo um café, porque uma boa conversa olhando nos olhos jamais será substituída. 

A propósito, para um café é preciso tempo, mas pra quem está motivado a se encontrar com o outro o tempo sempre aparece.

by Dalton Cortucci

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domingo, 4 de agosto de 2013

Cuido bem do meu Cérebro ?

A maioria das pessoas julga que o metabolismo cerebral entra em decadência com a velhice. Isso é um mito, pois hoje a Neurociência comprova que o processo se inicia lentamente por volta dos 30 anos, embora seja percebido de forma mais evidente com o avanço da idade. 

Uma coisa assim é difícil de acreditar, afinal aos 30 anos muitos de nós sentimos estar vivendo o ápice de nossa capacidade, sobretudo quando acabamos de alcançar alguns dos objetivos profissionais pelos quais tanto investimos com graduações e acúmulo de conhecimento.

Ouvir que iniciamos um declínio justamente nessa época soa como uma grande besteira. É como se alguém tentasse nos convencer de que estamos gripados sem perceber qualquer sintoma. 

Além disso, como acreditar em algo assim se nos sentimos tão bem, tão motivados e com tantas ideias borbulhando na cabeça?

É difícil mesmo imaginar que as funções cerebrais entram em declínio por volta dos 30 anos, mas isso não muda a realidade. Talvez a maioria nem saiba que, por exemplo, uma prevenção mais eficaz contra a doença de Alzheimer começa exatamente nessa época.


Para quem escolher por não voltar as costas à realidade, há muita informação na Internet sobre a saúde do cérebro e como prevenir doenças utilizando dietas alimentares específicas, evitando riscos de estresse emocional, fazendo exercícios aeróbicos e praticando meditação.

É justamente para este último que quero chamar a atenção: as descobertas da Neurociência sobre a saúde mental a partir de práticas de meditação e contemplação nos abrem portas fantásticas. Hoje elas atestam que o cérebro reage com significativa melhora em funções associadas a memória, a cognição e a criatividade, quando executamos um programa de exercícios específicos de natureza meditativa. O mesmo acontece também para outras partes do corpo, variando apenas o tipo de exercício. 

No entanto, há muita bobagem que as pessoas pensam sobre a meditação, principalmente aqueles que nada sabem sobre ela ou se sentem impedidos por praticá-la, uma vez que não são "religiosos" (?).

Essa é uma das muitas desculpas esfarrapadas que costumamos ouvir das pessoas que se recusam a começar a praticar, por isso é bom que se diga que a maioria das práticas de meditação nada têm de religiosas.


Aliás, desculpas para não praticar existem aos montes, alguma destas soa familiar?
1) não tenho tempo
2) não consigo
3) sou muito jovem ou muito velho pra isso
4) minha cabeça não sossega nunca
5) não sou uma pessoa espiritualizada o suficiente
6) não tenho um lugar adequado
7) não acredito que isso ajude
8) não tenho paciência suficiente
9) não consigo ficar quieto
10) ia começar a praticar nas minhas férias, mas não deu

Seja qual for a desculpa, é importante saber que a meditação é um dos recursos mais utilizados para a saúde cerebral, uma vez que seus efeitos são eficazes não só quanto à prevenção de doenças, mas também quanto ao retardamento do processo de envelhecimento do corpo. 

Sim, é isso mesmo: a meditação retarda o processo de envelhecimento do corpo, pois existem diversos exercícios que envolvem não só as células cerebrais, mas também as demais células do corpo, influenciando de forma contundente nosso sistema imunológico.

Tudo isso parece muito bom para ser verdade, o que pode até gerar desconfiança. De qualquer forma, se todo mundo acredita em alguma coisa, seja em Deus, seja no trabalho ou seja em si mesmo, então porque não se informar melhor sobre o assunto e depois (quem sabe) passar pelo menos a acreditar nos benefícios da meditação, isso se os fatos (ainda assim) não lhe forem suficientemente convincentes.

by Dalton Cortucci



sexta-feira, 12 de abril de 2013

A empreitada no "mundo" de cada um.

Às vezes a gente acha que o mundo está contra nós. Nosso chefe nos engana com aquela promoção que deve acontecer "em breve", nossos amigos são falsos, nosso par romântico não nos ama tanto quanto nós amamos, nossa família é mais um peso do que um prazer, enfim... às vezes tudo dá tão errado que o problema só pode ser com o mundo.


Nessas horas nos esquecemos de algo muito importante: a probabilidade das pessoas estarem premeditadamente irmanadas fazendo coisas contra nós só para atormentar a nossa vida , ela existe, mas é infinitamente pequena.

Logo, tem mais cabimento tirar os olhos do mundo, o qual julgamos que está totalmente voltado pra nós, e colocá-los no primeiro espelho que encontrarmos.


O que vemos nesse espelho? Rugas? Defeitos de nascença? Olhos que poderiam ser de uma cor mais atraente? Cabelos que não nos agradam? 

Se for só isso, definitivamente, não estamos vendo nada.




Mas insista. Continue observando.
Nosso ar é preocupado? Os olhos estão tristes? Parece que envelhecemos rapidamente? Bem, já estamos vendo alguma coisa. Vamos mais fundo.


Consegue ver os erros? Erros que nós mesmos cometemos? Consegue "ver" os pensamentos? Aqueles pensamentos teimosos sobre como as coisas e as pessoas devem ser e se comportar? Consegue "ver" aquela inflexibilidade diante das coisas que nos faz dramatizar tudo e ainda culpar aos outros? Consegue "ver" aquele pessimismo que não conseguimos transformá-lo em otimismo nem copiando o que os outros fazem?


Ok, agora sim. Agora o espelho começou a mostrar a realidade. Ele está revelando que o "mundo" que está contra nós está bem na nossa frente. Ali mesmo, olhando para o nosso rosto.


E já que agora descobrimos que não é preciso consertar o mundo todo pra que as coisas melhorem, dá pra começar a obra cujo empreiteiro somos nós mesmos.

Pois eu fico aqui imaginando o que aconteceria se todos fizessem a mesma coisa com o seu próprio "mundo".

Tenho a certeza que tudo seria mais ameno e resolveríamos as coisas de uma forma bem mais tranquila.


Diante de uma perspectiva dessas, vale a pena cuidar para que o nosso "mundo" seja auto-sustentável. E pra isso bastaria apenas realizarmos as obras diárias que nele fossem necessárias.

O resultado a gente ia ver à nossa volta e, principalmente, em frente ao nosso espelho.



by Dalton Cortucci


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Um tal seminário sobre as "SOMBRAS"

É claro que fica mais fácil entender o que é  um seminário sobre culinária. Você nem precisa de muita informação para saber se ele lhe interessa ou para decidir se vai ou não participar. Mas um seminário sobre as nossas "SOMBRAS" soa, no mínimo, estranho. Mais parece algo místico, além de muito subjetivo para um mundo permeado pelas coisas objetivas. 

Antes de continuar, cabe aqui uma ressalva: tudo que é objetivo, absolutamente tudo, tem sua origem no SUBJETIVO. 

E não é preciso ir longe para entender, pois tudo que vemos à nossa volta nasceu de uma ideia, de um pensamento, de um desejo. Até a decisão de ir a um seminário sobre culinária nasceu assim. Em outras palavras, sem o subjetivo não existe objetivo. 



Bem, mas afinal o que é essa história de "SOMBRAS" ?
Todos sabemos que o nosso "ego" é uma falsa identidade que assumimos e por detrás dele está uma parte significativa de quem realmente somos. Esse "lugar" escondido na nossa mente podemos chamar metaforicamente de SOMBRA. Em outras palavras, nossa SOMBRA é a parte que escondemos dos outros ou reprimimos em nós mesmos, seja porque não queremos assumir essa realidade, seja porque somos inconscientes de sua existência. 

Nossa SOMBRA exerce constante influência em nossos desejos, pensamentos e atitudes. Ela é a responsável por atrairmos aquilo que não queremos e por tomarmos muitas decisões inadequadas. Nela também se origina aquele sentimento de pressão por mudanças, assim como sensações de ser "um peixe fora d'água" e de ter muito "azar".

Então o que temos de prático a fazer?
Se nossa SOMBRA é algo que não queremos assumir ou de difícil acesso, é óbvio que teremos de trazê-la para dentro da nossa consciência. Isso significa assumi-la e sobretudo compreender o que vai nela, uma vez que, na verdade, vai em nós. Portanto, reconhecer o que vai na nossa SOMBRA é acima de tudo um exercício de autoconhecimento. Esse conhecimento nos ajuda a compreender coisas que pensamos e fazemos, além de perceber as razões pelas quais tomamos decisões ou temos atitudes que não nos trazem nenhum resultado satisfatório. É como descobrir que a resposta "certa" para você é diferente daquilo que aprendeu a pensar que era o "certo".

Quando reconhecemos nossa SOMBRAcomeçamos a tomar decisões mais compatíveis com quem somos e conseguimos traçar planos mais verdadeiros para a nossa vida. Isso requer esforço e com a ajuda de alguma técnica pode-se alcançar resultados surpreendentemente eficazes.

Enfim, tudo que realizamos nasce no subjetivo da nossa existência. Se você der as costas à sua SOMBRA, é o mesmo que negar uma parte de si mesmo. Mas não pense que isso fica assim. Quanto mais se distanciar de sua SOMBRA mais poderosa ela se tornará e mais pressão ela exercerá sobre você até que seja notada.


Cansei de ouvir pessoas que diziam se conhecerem bem e ficarem surpresas após aprenderem a travar contato com suas SOMBRAS. E como todos nós sabemos, para termos uma vida muito melhor é preciso em primeiro lugar conhecer bem a si mesmo.


Mas não é porque você está lendo este texto que já dá para afirmar que um seminário sobre as SOMBRAS é algo "palpável". Ele continua sendo subjetivo. Só que agora você já sabe que reconhecendo o que está na sua SOMBRA, tal conhecimento produzirá reflexos objetivos na sua vida. O que torna o processo semelhante ao que as pessoas almejam quando participam de um seminário sobre culinária. 


by Dalton Cortucci


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Na sua Sombra está a verdade.

A "sombra" é uma maneira de nos referenciarmos ao nosso lado não reconhecido da personalidade. 

O uso do termo não tem a pretensão de sugerir algo maléfico ou sinistro. A ideia básica é dar um significado real a algo que é pessoal e sobre o qual nos falta nitidez. Por essa razão, o emprego da metáfora usando uma "sombra" acaba sendo bastante sugestiva e adequada para fixarmos a ideia.

Mas se todos nós temos uma "sombra", ou seja, um lado pessoal que nos falta nitidez, então qual a vantagem de sabermos o que há nela?
Essa pergunta me foi feita por um participante de um seminário: a princípio julguei que a resposta era óbvia, mas o tempo me mostrou que a maioria das pessoas não tem ideia do que se pode obter se buscarmos "iluminar" o lado "sombrio" de nossa personalidade.

É fato que alguns já expressam alguma noção quando usam termos tais como: "meus demônios", ou "as malas que carrego", ou ainda "meu inquilino interno". Essas são pequenas percepções de que existe algo mais dentro de nós e que muitas vezes é confundido com "um outro" que não sou eu. 

A princípio essa confusão faz com que muitas pessoas recuem por temerem tocar em algo que desconhecem e que não podem prever as consequências. No entanto, muito pelo contrário, aqueles que ficam curiosos e dispostos a terem consciência de seus aspectos mais profundos, têm aí a oportunidade de sentirem-se melhor orientados, pois é isso que acontece a partir do momento em que entendem mais sobre seus sentimentos e desejos "escondidos".

Para aqueles que optam por não travar contato com sua própria sombra, até por julgarem ser mais conveniente, é importante ter em conta que a sombra se manifesta regularmente e sem aviso prévio. Como faz parte de nós, ela acaba por influenciar o nosso dia a dia e nos pressiona invariavelmente em todas as nossas decisões. Por consequência,  negar aquilo que somos simplesmente não adianta. Por outro lado, se soubermos o que somos e cuidarmos para que tenhamos o uso mais adequado desse conhecimento, isso acaba por tornar-se a chave para uma vida infinitamente melhor.

Trazer a nossa sombra à tona ou, se preferir, à luz da nossa consciência, é de fundamental importância, pois nela não só encontraremos a razão de muitos de nossos medos, mas também descobriremos muitos de nossos talentos e qualidades, os quais, pelos mais diferentes motivos, foram deixados de lado ou reprimidos. Esse fato por si só justifica a importância de conhecermos o que há em nossa sombra, pois nesse conhecimento encontram-se as pistas para promovermos as mudanças que desejamos. 

Em outras palavras, em nossa sombra reside a essência daquilo que somos e fazer as pazes com ela significa levá-la em consideração, respeitando-a como parte de nós mesmos, o que de fato ela é. 


- by Dalton Cortucci

(Um bom caminho para começar é o "ENEAGRAMA")


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