sábado, 30 de junho de 2012

Seus Objetivos são absurdos ou factíveis?

A maioria de nós tem objetivos na vida e bem sabemos que não é fácil de alcançá-los. 
Ao longo da caminhada encontramos imprevistos, obstáculos, dificuldades tão agudas que às vezes pensamos até em desistir. Muitas dessas dificuldades acontecem por falta de planejamento e acabam por nos fazer perder um tempo preciosíssimo.
De qualquer forma, o mais importante é a determinação e a persistência, as quais são condições básicas para se alcançar um objetivo. Isso todo mundo sabe.

Por outro lado, existem pessoas que têm objetivos, mas que foram definidos em meio à uma "onda". Normalmente são  objetivos frágeis, porque na ausência de saberem exatamente o que querem ou de conhecerem outras opções, elas seguem os outros. Seguem a corrente. É por isso que existe tanta gente que depois de alguns anos não aguenta mais o que está fazendo e quer mudar de carreira, de profissão, ou de negócio. Enfim, são pessoas que um dia acordam de um sonho, mas que não era delas, era dos outros.

Por fim, existem pessoas que simplesmente não têm objetivos. Elas vagueiam pra lá e pra cá e não têm a mínima ideia do que querem. E por não saberem o que querem não têm motivação para nada e ainda são chamadas de preguiçosas. Muitas dessas pessoas procuram algo pra ter um objetivo, ou seja, são pessoas cujo objetivo é ter um objetivo.

Para essas 3 situações: 
1) pessoas com objetivos definidos, mas que têm muita dificuldade para superar obstáculos; 
2) pessoas que têm objetivos definidos, mas definidos pelos outros;
3) pessoas que não têm objetivos e, portanto, não sabem o que fazer... 

...o que lhes falta é simplesmente "método". 

Método para planejar e superar obstáculos, método para validar se o objetivo que traçou é do seu real agrado, e método para descobrir o que  gostaria de fazer na vida para que possa traçar um objetivo.

No mundo de hoje, reconhecidamente, a melhor saída para situações desse tipo é o Coaching.  Aliás, ele está aí pra isso mesmo. 

Contudo, as pessoas ficam procurando soluções como se fôsse um analgésico que você toma e em alguns minutos ele resolve a dor de cabeça. Seja qual for a mudança que desejamos, não há como produzi-la como um salto quântico, isto é, você não passa de um ponto "A" para um ponto "B" sem passar por pontos intermediários. Esse imediatismo provoca julgamentos sem qualquer conhecimento de causa e por isso é preciso uma atitude com um algo mais: como naquela história do peixe que vive dentro da água e só quando ele sai dela é que percebe que existe um mundo além do mundo em que ele vive. 

A mensagem que quero passar é de que o Coaching está num mundo diferente, mas para que você saiba disso é preciso decidir olhar para outro mundo além daquele em que vive. Qualquer julgamento prévio sem vivenciá-lo não passa de uma simples teoria. 

Talvez não seja a hora de você colocar a cabeça "fora d'água" mas, certamente, esse dia chegará, e quando chegar considere o Coaching dentre as primeiras opções, assim você não perde muito do seu tempo com teorias.




terça-feira, 19 de junho de 2012

Responder às agressões ou ser emocionalmente inteligente ?


O que pensamos reflete-se na maneira como sentimos e que, por sua vez, determina a maneira como agimos.
Em outras palavras, a nossa atitude perante a vida é apenas a expressão do que pensamos.
Se não estamos bem, se não encontramos sentido na vida...a opção é MUDAR!
Mudarmos a maneira de pensar e, correspondentemente, mudarmos a maneira de sentir.
Quantas pessoas têm coragem de mudar, de enfrentar as crenças, os preconceitos, as normas e regras da Sociedade em que vivemos?
Quantas pessoas se atrevem a questionar as próprias atitudes?
Quantas pessoas se atrevem a ter coragem de mudar?
Em teoria, é fácil pensarmos que é necessário mudar! Mas, na prática, quando sentimos as dificuldades do dia a dia, quando nos deparamos com os obstáculos da própria vida, a situação é diferente! Na prática, será que temos mesmo a capacidade e coragem de mudar, não só a maneira de sentir, mas sobretudo de pensar?
Ou seja, perante uma agressão verbal ou física, quantas pessoas conseguem estar tranquilas e serenas nas reações? Quantas pessoas mantém o estado de serenidade perante essas mesmas dificuldades?
Quantas pessoas perderam a vida , em todos os sentidos, porque não foram inteligentes emocionalmente em resposta a uma agressão e reagiram apenas emocionalmente e institivamente?
Quantos sabem sempre reagir inteligentemente ao que sente e ao que pensa e que, por sua vez, irá se refletir em como age?
Quantas relações a dois desfeitas, tão somente porque as pessoas não souberam ser inteligentes emocionalmente nos relacionamentos?
Por outro lado, quantas armadilhas nos podem colocar, ao saberem que reagimos apenas numa desproporção emocional e sem inteligencia?
Manter a serenidade perante as dificuldades não é fácil, mas é possível!
O que se tem a ganhar?
Tudo!
Como se consegue? Trabalho interior! muito trabalho!
Primeiro, perceber que a nossa reação não é a mais adequada
Segundo, perceber como agimos.
Terceiro, trabalho, trabalho e mais trabalho diariamente
Só com perseverança conseguimos manter a serenidade perante uma situação de ansiedade e adrenalina evidentes.
Mas essa serenidade é compensadora em termos de paz interior, a tal paz que nos faz sentir de bem com a vida e alegria por estarmos vivos!  A tal paz interior que contribui decisivamente para a nossa felicidade .
O que teremos então a perder?
Ser Inteligente emocionalmente é um caminho para a paz interior e para a felicidade, e sinto-me feliz nesta caminhada.

- by António Ramalho

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dicas para viver com "Entusiasmo"

Já participei de seminários apresentados pelo Professor Marins, um antropólogo e consultor muito conhecido no meio empresarial. 

Além de considerá-lo brilhante, não resisti à uma recente publicação feita por ele, na qual dá dicas de como viver com entusiasmo. 


Tomo a liberdade de enunciá-la aqui; espero que apreciem:


10 DICAS DO PROF.MARINS PARA VIVER COM ENTUSIASMO


  1. Afaste-se de pessoas e fatos negativos;
  2. Valorize suas idéias e intuição. Acredite em você!
  3. Não reclame. Não fale mal dos outros;
  4. Cultive o bom humor, o sorriso, a alegria;
  5. Ouça agressivamente. Dê atenção às pessoas;
  6. Estenda a mão aos outros. Coopere. Participe;
  7. Comprometa-se. Faça mais do que esperam de você;
  8. Faça tudo com atenção aos detalhes;
  9. Cuide-se. Vista-se bem. Goste de sua imagem;
  10. Não chore. Decida-se a mudar a realidade. Aja!

(visite meu site: www.brcoaching.com.br )



terça-feira, 22 de maio de 2012

Autoconhecimento é fundamental para traçarmos nossos objetivos.

A maioria de nós investe muito mais no conhecimento intelectual do que no conhecimento sobre si próprio.

Isso é fruto de uma cultura que valoriza mais a capacidade que os diplomas sugerem que as pessoas têm, do que a capacidade que as pessoas têm de usufruir desse conhecimento em meio às outras e consigo mesmas.

Parece complicado, mas não é.
Para entender melhor basta olhar o que acontece dentro das empresas, pois nelas existe muita gente trabalhando no lugar errado e, pior ainda, fazendo coisas das quais não gostam. As consequências desse descompasso chegam com o tempo. Pessoas que não têm prazer no que fazem tendem a sentir stress, perdem a motivação e despertam rapidamente o desejo de pular fora. Isso quando não adoecem por conta dessa situação, o que torna o cenário ainda mais trágico.

Não estou fazendo uma crítica, é apenas uma observação de fácil constatação.

Num quadro comum como esse, o mais importante é detectar onde reside o problema e promover uma mudança. Só que a falta de conhecimento sobre nós mesmos provoca uma enorme dificuldade de encontrarmos a real origem do que se passa. Nesse caso, é muito comum atacarmos as fontes erradas. A consequência desse erro é que o ciclo se repete. Mesmo que a princípio façamos uma mudança que incorra num certo alívio, a qual sugira que acertamos, o problema acaba voltando, e aí alguém diz : "procure uma terapia, pois o problema não é o trabalho, é você!".

Bem, o que eu posso dizer é que já vi isso muitas, mas muitas vezes dentro das empresas.
E o que acontece são apenas consequências de erros que cometemos ao traçarmos nossos objetivos pessoais. Esses erros têm um alcance tão grande que vão desde a escolha de uma profissão até o que almejamos para os nossos relacionamentos afetivos.

Por isso, antes de se definir um objetivo é preciso conhecer mais sobre si mesmo. Essa premissa é que vai dizer se o objetivo lhe trará ou não real prazer. Embora nada possa garantir, pessoas que conhecem um pouco sobre mesmas têm uma probabilidade maior de acerto.

É importante não perdermos de vista o fato de que a motivação é aquilo que nos falta quando não há prazer. Por essa razão é fundamental persegui-la, e isso depende de nossas escolhas. Escolhas são "pessoais", ou seja, dependem da pessoa que somos, por isso é importante sabermos mais sobre nós mesmos e daí então buscarmos o nosso prazer no mundo em que vivemos.

- by Dalton Cortucci

Leve para sua empresa ou instituição uma de nossas palestras ou workshops sobre Inteligência Emocional, Eneagrama e Coaching.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

"Fazer uma Mudança pode não ser tão difícil"

Promover uma mudança todo mundo quer, mas nem todo mundo sabe por onde começar e se é capaz de mudar.
Além disso, não é raro mudarmos algo e não obtermos o resultado desejado, isto porque nos enganamos naquilo que realmente desejávamos. Ou seja, atacamos o ponto errado, e daí passamos a acreditar que aquilo que queríamos não é possível ser alcançado.

Uma mudança é algo importante e não podemos desperdiçar esforços e nem tempo. Para isso é preciso estar certo do que esperamos colher após a mudança, e isso requer precisão naquilo que idealizamos e onde devemos atuar.

Esses movimentos requerem consciência e método, do contrário permanecem como sonhos, daqueles que são permanentemente adiados.

Pois eu proponho abordar esses desejos de mudança de uma forma mais consciente e precisa. Proponho um primeiro passo, muito além das teorias que comumente inventamos.

Aqui vai um convite para que você se motive aprendendo "o que" e "como" promover mudanças, e colocar em prática aquilo que até agora é apenas um sonho.


http://youtu.be/GDaqQf-Osvk

- by Dalton Cortucci

(visite meu site para mais informações: http://www.brcoaching.com.br/index_arquivos/Treinamento4.htm )



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ser mais crítico e menos deslumbrado é uma questão de sobrevivência.

Nunca gostei de coisas cercadas de pompa porque elas acabam por desviar a nossa atenção da essência daquilo que estamos vendo. Imagine, por exemplo, a Monalisa exposta num ponto de ônibus no centro de São Paulo. Sem dúvida que o quadro não teria o mesmo glamour da exposição num museu, embora se trate da mesma obra esteja onde estiver.

Isso nos leva à uma questão permanente: qual a influência que o ambiente tem naquilo que valorizamos?

A gente sabe que o valor das coisas é algo puramente pessoal, mas ninguém tem certeza do tamanho da influência exercida pelo ambiente na atribuição desse valor. De qualquer forma, uma coisa é certa: o ambiente faz diferença.

Se não fizesse, por qual razão as pessoas procurariam se vestir bem, terem casas e carros bonitos, estudarem em escolas renomadas e até escolherem profissões reconhecidamente mais "nobres"? É fato que o ambiente influencia os desejos e o comportamento das pessoas, mas até que ponto?

Esse é um perigo que ronda nossas vidas, desde que o homem descobriu que poderia valorizar a si mesmo usando recursos externos a ele.

Foi assim, por exemplo, que o mundo parou para assistir ao glamouroso casamento real de Charles e Diana. No entanto, toda a magia e pompa do ambiente não foi suficiente para evitar o desastroso relacionamento entre eles.



E já que estou usando a realeza como exemplo, se dermos uma olhada nas periódicas caçadas do rei Juan Carlos de Espanha, talvez tenhamos uma ideia do homem que se esconde por detrás de toda a pompa de sua monárquica posição. Após os escândalos da publicação das fotos sobre suas caçadas "licenciadas", qual seria o seu crédito se resolvesse  abraçar a causa da proteção aos animais?



Isso mostra que, a despeito do ambiente, o qual exerce influência em nossa atribuição de valores (tanto às pessoas quanto às coisas), existem, por outro lado, limites que quando ultrapassados só restará o próprio homem abraçado à sua essência, isto é, com suas virtudes e defeitos, seus desejos e ansiedades, sua bondade e maldade.

Salvo os exageros dos exemplos que usei citando a "pobre" realeza, todos os dias nós somos atraídos para fora da essência das coisas. Todos os dias somos convidados a reconhecer valores onde apenas uma parte desse valor lhes realmente caberia. Todos os dias estamos sujeitos às armadilhas das imagens, da pompa, dos apelos de consumo, das ofertas que parecem nos dar alguma vantagem.

Esses disfarces nos desviam a atenção da essência das coisas, tornando-nos muitas vezes complacentes ao convívio da hipocrisia e dos discursos vazios. É por isso que compramos tantas coisas que pouco nos servem. É por isso que pagamos altos preços por coisas que nos dão pouco prazer. É por isso que nos enganamos tanto com as pessoas.

Por isso, para aprendermos a buscar a essência das coisas é preciso evitar o deslumbre com as "embalagens". Isso requer que sejamos mais críticos, o que não significa desconfiados e tampouco avessos à beleza. Mas essa é a única forma para entendermos que algo realmente valioso não precisa contar com nada além dele mesmo. Assim seria a Monalisa no ponto de ônibus, se todos os passageiros tivessem a percepção de seu valor histórico e artístico.

Desenvolver essa percepção nos propicia cometer menos erros de avaliação e nos permite fazer melhores escolhas, as quais, sem dúvida, nos darão mais segurança diante do que "vemos" e do que sentimos.

Se olharmos para as situações procurando vê-las sem o deslumbre que as distorce, pode ser que isso seja a ponte que nos separa da felicidade e de um grande erro. Aprender a descortinar as "coisas" nos permite encontrar a verdade e sobretudo revelar as "pessoas" que sempre estão por detrás dela.

- by Dalton Cortucci

(Visite o meu site: www.brcoaching.com.br )


terça-feira, 1 de maio de 2012

"Coaching em Grupo" : do sonho à realidade.

Há alguns anos eu e uma amiga desenvolvemos a quatro mãos o workshop "Coaching em Grupo". A ideia era levar a metodologia do Coaching à um grupo heterogêneo de pessoas de uma forma diferente dos cursos profissionalizantes. Queríamos mostrar de ponta a ponta como funcionava um processo  de Coaching e ensinar às pessoas  algumas técnicas, para que pudessem aplicar imediatamente em suas vidas e ainda ajudar outras, se assim o quisessem.

Dalton Cortucci
Na época era um projeto inédito e arrojado, porque a maioria sequer sabia o que o Coaching significava. Além disso, o projeto vagava num "limbo" espremido pelos cursos profissionalizantes, cujos altos preços acabavam por colocar em dúvida o trabalho que oferecíamos.

Em resumo, era um sonho, daqueles quase impossíveis.


Mesmo com um cenário desfavorável e com a dúvida que o método sugeria, atingimos o nosso objetivo colhendo um feedback estimulante. Mais tarde, já sozinho, fui aperfeiçoando a dinâmica e tornando o workshop  mais curto e ainda mais eficaz. Hoje, posso afirmar que ele se tornou um sucesso, pois o feedback dos participantes me deixa à vontade para dizer isso.


O curioso é que o workshop nunca foi promovido em São Paulo de uma forma aberta ao público. Agora, finalmente, vamos fazê-lo, e todos, desde já, considerem-se convidados.

Os detalhes e a agenda você encontra no link:  http://migre.me/8Qt9Z

"A vida é contada pelos momentos marcantes, mas eles são apenas consequências. Aqui está uma oportunidade para gerá-los !"

- by Dalton Cortucci

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Inteligência Emocional no Trabalho: sinônimo de bons resultados.

Não é de trabalhar que muitas pessoas reclamam, é do que está envolvido nele.
Todos sabemos que trabalhar é saudável, mas fatores tais como a pressão, os relacionamentos, as perspectivas, as condições e ferramentas de trabalho, além, é claro, do salário, influenciam sobremaneira nossa motivação. São por essas e várias outras razões que costumo dizer que não existem pessoas preguiçosas, o que existem são pessoas desmotivadas.



Os estudos de mais sucesso que abordam a motivação no trabalho existem há menos de 40 anos. Dentre eles destacam-se os trabalhos dos psicólogos Peter Salovey e John D. Mayer, os quais foram pioneiros na popularização do termo "Inteligência Emocional", isso por volta de 1990.  Cinco anos mais tarde, esse termo tornou-se conhecido mundialmente através do best seller de Daniel Goleman: "Inteligência Emocional - Por que que ela pode ser mais importante que o QI". De lá para cá o mundo corporativo passou a dar atenção aos fatores emocionais no trabalho, usando os princípios da Inteligência Emocional em contraposição ao centenário QI (Quoeficiente de Inteligência). Por isso, hoje é comum encontrarmos nas corporações o emprego do termo QE - Quoeficiente Emocional -  cunhado justamente para designar a resultante desses fatores emocionais.


Por outro lado, ironicamente, a principal razão para que as empresas se voltem para o monitoramento da satisfação de seus funcionários foi a massificação do uso da tecnologia. A tecnologia substituiu por máquinas os processos repetitivos, disponibilizando as pessoas para tarefas mais nobres, desde as mais qualificadas às mais criativas. Com essa mudança a atenção da empresas voltou-se para o estado emocional das pessoas, uma vez que, inequivocamente, o desempenho no trabalho está ligado diretamente a ele. Em resumo, as empresas passaram a zelar pelo "clima" do ambiente de trabalho, de forma que isso propicie um melhor exercício do mesmo.


Se não bastasse toda essa preocupação, o mundo de hoje insere nesse tempero uma pimenta ainda mais ardida: tratam-se dos jovens da chamada "Geração Y" (nascidos a partir dos anos 80). Essa geração tecnologicamente integrada e conectada,  tem como uma das principais características a impaciência. Isso exige das empresas um retorno muito rápido às suas aspirações, pois se não forem devidamente atendidos dentro do prazo que limitam suas satisfações, partem para a busca de novas oportunidades sem a menor cerimônia. Justamente por conta dessa volatilidade é que tanto se fala hoje em "retenção de talentos", aliás, tarefa nada fácil, dada a velocidade com que a informação se propaga e a quantidade de oportunidades que rapidamente surgem nesta era de informação digital.


Todo esse cenário torna o uso da Inteligência Emocional ainda mais importante, pois monitorar e avaliar a satisfação das pessoas dentro das empresas é de fundamental importância para o seu resultado. Isso também aumenta muito a responsabilidade dos líderes, os quais, finalmente, terão suas competências evidenciadas, descartando de vez aqueles sujeitos inábeis que são apenas "chefes".


Bem, se aqui falei mais sobre o que as empresas devem encarar, onde entra o lado dos funcionários?

Calma! A motivação para todo esse cuidado que as empresas têm são eles mesmos. Se o uso da Inteligência Emocional é um fator de sucesso para as empresas, e estas são constituídas por pessoas, então cabe a todos aprenderem com ela e aproveitarem essa situação da melhor maneira possível. Em outras palavras, cabe a todo e qualquer integrante de uma organização tornar-se o mais inteligente emocionalmente possível. O resultado satisfatório virá.

Por fim, pessoas emocionalmente inteligentes sabem que sem motivação nada sai do lugar e para entender melhor do que se compõe a Motivação assista ao vídeo a seguir.



Leve para sua empresa ou instituição uma de nossas palestras ou workshops sobre Inteligência Emocional, Eneagrama e Coaching.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Autoconhecimento é investimento ?


É mais fácil a gente decidir ir ao shopping center comprar um sapato novo para aquele evento daqui um mês, do que usar esse tempo, por exemplo, para ler um livro. Isso acontece porque decisões que envolvem fatores materiais têm um resultado previsível, enquanto, ao contrário, as imponderáveis são imprevisíveis. Em outras palavras, o sapato eu compro e uso, já o livro eu leio e ganho o que ? É claro que muitos vão encontrar respostas para justificar a leitura de um bom livro, mas bem sabemos que o nosso processo de escolha não funciona assim. Aquilo que é palpável acaba vindo sempre antes, enquanto aquilo que é subjetivo, dada sua imprecisão no resultado, tende a ser postergado ou nem entra na lista de nossas prioridades.


Isso é tão comum que até mesmo frequentar uma faculdade, cuja razão deveria ser o de obter conhecimento, funciona, de fato, como um investimento material, pois a ideia principal é agregar o diploma como um "bem material" ao nosso curriculum profissional.

A má notícia é que ao descartarmos as decisões consideradas subjetivas estamos postergando ou descartando muitos de nossos desejos e prazeres mais profundos, os quais, por desconhecimento, não conseguimos avaliar o quanto nos pressionam de uma forma inconsciente.

Em outras palavras, muita gente tem desejos que conscientemente não sabe quais são e isso faz com que  não se contente com nada. Mesmo cercando-se de bens ou de relações afetivas, a maioria superficiais ou emocionalmente dependentes, essas pessoas estão sempre voltadas para "coisas", a ponto de desenvolverem extrema ansiedade que as impede de fazerem algo bem feito.

Por consequência, chegamos à conclusão de que não existe investimento com maior prioridade do que conhecer a si próprio, pois sabendo como "funcionamos" e o que realmente desejamos, podemos tomar as melhores e mais adequadas decisões, sejam elas subjetivas ou materiais.

Por outro lado, se considerarmos a compra do sapato no shopping center e não considerarmos o livro, se considerarmos a festa e não considerarmos aquele "descanso" para refletir, se considerarmos aquele capítulo da novela e não considerarmos aquele encontro com pessoas de "cabeça diferente", é mais do que provável que estejamos descartando eventos que poderiam nos propiciar uma oportunidade de nos conduzir ao caminho que realmente buscamos. 

Por isso, trazer nossos fatores subjetivos à luz da nossa consciência, sobretudo dando-lhes o devido valor, é a única forma de encontrarmos algum equilíbrio entre o que está "fora" com o que está "dentro".

Em resumo, autoconhecimento significa  trazer para a consciência aquilo que não é visto mas sentido e, ao contrário do que pensamos, é um investimento com resultados precisos, os quais ainda não sabemos quais são até que saibamos quem realmente somos.

- by Dalton Cortucci

(visite meu site www.brcoaching.com.br )


segunda-feira, 26 de março de 2012

Redes Sociais a serviço de uma velha necessidade.

As redes sociais são populares porque oferecem aquilo que as pessoas mais carecem: "o relacionamento humano". Não é só um modismo, é uma ferramenta moderna a serviço de uma eterna necessidade.

No entanto, percebo que muita gente não aproveita a facilidade de começar pela "página 2", e mantém o mesmo isolamento e comportamento distante, tal qual estivesse andando num shopping.

É fato que nesse novo tipo de "passeio" algumas pessoas vindas do nada poderão nos abordar. Mas se ignorarmos a todas estaremos apenas marcando presença, o que, de prático, nada produz.

De qualquer forma, para quem quis utilizar essa facilidade é bem possível que já tenha conseguido colher algum proveito. Mas para quem carece de relacionamentos, as redes sociais são uma oportunidade de deixar, mesmo que por alguns momentos, a janela pela qual algumas pessoas solitariamente observam a vida.

E isso é uma pena, porque quando nos limitamos a marcar presença apenas na janela, tudo que vemos por ela simplesmente deixamos passar.

by Dalton Cortucci

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domingo, 11 de março de 2012

O roteiro de uma Decisão.


Gosto da analogia de que a vida é como uma estrada. Existem estradas longas e curtas, estradas pavimentadas e de terra, estradas esburacadas e estreitas. Ao longo de nosso caminho é certeza que percorreremos várias delas. Algumas nos levarão ao casamento e à família, outras à fama e fortuna, outras à vitória e à alegria, e outras nos conduzirão à derrota e à desilusão.

Como em qualquer estrada, existem bifurcações e cruzamentos, e quando nos deparamos com um cruzamento, ainda que tenhamos algum conhecimento de onde cada uma delas nos levará, quase sempre surgirá a dúvida: qual estrada devo tomar ? Quais as garantias que a minha escolha me levará aonde quero chegar? 
De fato, nunca sabemos onde uma decisão nos levará até que a tomemos. Uma das mais importantes coisas que precisamos perceber acerca das decisões é que não existem garantias. Ninguém pode garantir que se fizermos aquilo que julgamos certo, a decisão tomada nos levará ao sucesso ou à superação de uma crise. Nada diz que amar alguém com todo o nosso coração é garantia de que esse amor será recíproco. Nada diz que fama e fortuna garantirão a felicidade. Nada diz que aceitar aquele emprego que todos disputam significa a garantia do sucesso profissional. Em outras palavras, na vida existem muitas possibilidades e nenhuma garantia.


Em termos práticos, sabendo previamente que não existem garantias, o único poder que dispomos é o de como vamos agir e reagir nas diferentes situações que surgirão após tomarmos uma decisão. Bem, pelo menos ter esse controle já é um alívio.
Por outro lado, não custa preventivamente tomar alguns cuidados, os quais poderão nos ajudar ao longo do processo de escolha.

1) O primeiro cuidado a tomar é colher todas as informações que pudermos acerca da situação. Muitas decisões são tomadas inadequadamente pela simples falta de informações. Para evitar isso, uma boa estratégia é fazermos perguntas usando "o que", "quem", "quando", "onde" e "por que":

O que é está acontecendo ?
Quem são as pessoas envolvidas?
Quando isto aconteceu?
Onde isto aconteceu?
Por que estou nesta situação?
Perguntas desse tipo visam obter a maior quantidade possível de informações e estimulam o espirito crítico para uma decisão.

2) Outro cuidado prévio constitui-se em identificar o máximo de opções possíveis. Quais são as saídas que uma situação nos permite ? Às vezes são poucas e às vezes são muitas.
Mas o que fazer quando achamos que a situação não nos oferece nenhuma opção? Esse é o momento de criarmos nossas próprias opções. Não devemos desprezar nenhuma ideia que nos venha à cabeça, desde a mais simples à mais complicada. E não se surpreenda quando a mais maluca das ideias vier a ser a opção mais adequada, pois isso é muito comum de acontecer. Por outro lado, se encontrarmos alguma dificuldade de enunciar as opções, podemos pedir ajuda a alguém que possa contribuir na identificação de mais algumas. Em resumo, toda ajuda é válida, exceto aquelas que incorram em algum julgamento que possam nos induzir.
3) Por fim, obviamente, com tudo enunciado, chegamos ao momento de pesar os prós e os contras de cada opção. As vantagens e as desvantagens que elas nos oferecem. Essa análise nos permite avaliar melhor as possíveis consequências e possíveis desdobramentos de cada uma delas.

Uma vez escolhida a opção, tratemos de confiar naquilo que escolhemos. Como sabemos que não existem garantias, é de fundamental importância acreditarmos que a escolha foi  a melhor opção para este exato momento e que estamos  fazendo o melhor que  podemos.

O mais importante de todo esse processo é assumir que ao fazermos uma escolha optamos por não permanecermos estáticos ou passivos diante de um “cruzamento”. Se porventura o tempo nos mostrar que a decisão poderia ter sido outra, caberá outra escolha, a de deixar de lado as lamentações e aprender com o que aconteceu, até porque o futuro nos reserva mais decisões e as experiências anteriores serão de grande valia.
Pode parecer trivial o roteiro descrito acima, contudo, a maioria de nós não o cumpre. E mais interessante ainda é perceber que desde a mais simples até a mais complexa das decisões o processo é exatamente o mesmo. O que muda nele é o contexto, o alcance e a repercussão, mas o processo é idêntico. De posse desse conhecimento, podemos agora ter uma ideia da quantidade de decisões que tomamos todos os dias, o que nos permite dizer que experiência em tomar decisões, na verdade, não nos falta.


- by Dalton Cortucci
(visite meu site: www.brcoaching.com.br )

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Minha sombra pesa sobre os outros?

É muito comum a gente condenar um comportamento no outro e ter o mesmo comportamento escondido de todo mundo. É muito comum dizermos o que o outro deve fazer e quando estivermos numa situação similar fazermos diferente do que dissemos a ele. É muito comum sermos maledicentes e ficarmos furiosos quando sabemos que alguém falou mal de nós.
Embora essas coisas sejam muito comuns, esses são importantes indicadores de que temos coisas dentro de nós das quais não gostamos e por isso condenamos nos outros. Em outras palavras, aquilo que não gostamos em nós escondemos em nossa "sombra" (caso desconheça o significado da nossa sombra, acesse este post: "Na sua sombra está a verdade" ).

Em termos práticos, quando escondemos o que não gostamos em nós, significa dizer que em nossa vida pública nos comportamos conforme gostaríamos de ser ou esperam que sejamos, e na privada nos comportamos diferente disso, isto é, como realmente somos. Dependendo do tamanho dessa diferença, esse conflito pode pesar muito e demanda energia, pois não é tão simples manter fora da vista das pessoas tudo que está escondido em nossa sombra.
Bem, se o que está na nossa sombra pesa em nós, será então que ela pesa também sobre os outros?

É importante esclarecer que quando me refiro ao comportamento privado não estou falando das coisas normais e íntimas de uma pessoa, as quais não a afetam significativamente e nem aos outros. Nisso eu incluo tudo aquilo que escondemos, mas desde que sejam coisas pequenas.

Bem, aqui cabe definir o que é "pequeno" e o que é "grande".

"Pequeno" seria assistir escondido um programa brega de TV que todo mundo do seu meio condena, ou ficar na janela de casa de binóculos tentando bisbilhotar a vida das pessoas ou então contar uma mentirinha sobre o que fez no fim de semana, depois de ouvir sobre o fim de semana fantástico do seu colega. Isso seria pequeno.

O "grande" seria se, por exemplo, a sua desonestidade atingisse patamares tão altos, a ponto de ter uma vida privada que rompesse com valores das pessoas com as quais convive ou da sociedade da qual faz parte. "Grande" seria comportar-se abusivamente, gerando desconforto para os demais. "Grande" seria invadir e manipular os outros de uma forma que eles se mantivessem todo o tempo na defensiva com você.

Agora faça uma parada e reavalie o seu comportamento público e privado. Se eles forem muito diferentes, observe o quanto as pessoas com as quais convive são afetadas por ele.

Apesar de todos nós termos uma sombra sempre nos pressionando para sermos aquilo que somos, podemos nos comportar com os outros da forma que escolhermos, desde que o custo disso não se propague além de si mesmo.

Em outras palavras, seja quem você quiser publicamente, mas na sua vida privada a sua sombra só pode pesar sobre você.


- by Dalton Cortucci

Leve para sua empresa ou instituição uma de nossas palestras ou workshops sobre Inteligência Emocional, Eneagrama e Coaching.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Traga para a Luz o seu lado sombrio.


Sabe a raiva que você tem daquela empresa que trabalhou, ou dos membros daquela família, ou de você mesmo por não conseguir dizer "não"  ???.
Sabe a inveja que você tem da beleza daquela pessoa, ou dos colegas de trabalho que alcançaram o sucesso, ou das pessoas que moram naquele condomínio de luxo ???
Não sabe ?
Faça o seguinte: sente-se num sofá confortável e convide a raiva pra sentar ao seu lado esquerdo e a inveja do direito.
Acha isso louco ? Um despropósito ? Eu sei que parece uma afronta, afinal você acha que não tem dentro de você essas coisas feias ! 
Ok, tudo bem que pensa que  está acima dessas emoções menores. Mas eu insisto, faça mesmo assim o convite.  



Fez ? Está achando ridicula essa história ? Acha que ninguém está ouvindo ?  Eu lhe asseguro que o convite foi devidamente recebido
Nada aconteceu ainda ?
É porque você está relutante, julgando que isso é coisa de maluco.  Force um pouco e repita o convite.  
Repita o convite mas seja receptivo, do contrário os convidados não vão aparecer. Lembre-se que você os reprime o tempo todo, por isso terá de convencê-los de sua honestidade.
Náo se preocupe que demore um pouco, os convidados vão aparecer. Relaxe e baixe essa sua guarda. 

Está sentindo que se aproximam ? Só um tantinho ? Estão tímidos ? Abra seus braços e receba-os bem, convidando-os para sentarem.
Agora sim !
Todo mundo confortável ?


Ok, agora vire-se para o lado esquerdo e diga para a raiva: 
"Eu não vou te reprimir mais. Eu admito que você existe."
Vire-se para a direita onde está a inveja e faça o mesmo:
"Eu não te nego mais. Admito que você existe."

Em seguida use o seu coração pra dizer :
"Agora que eu estou 'vendo' e falando com vocês, proponho uma convivência melhor. Sei que é ruim sentir raiva e que todo mundo acha feio sentir inveja, mas como vocês existem não posso mais dar as costas a uma parte de mim mesmo. Além disso, quanto mais dou as costas, mais vocês me cobram atenção e isso quando não aparecem nos momentos mais inoportunos."
"Agora que estamos aqui juntos, 'olho no olho', eu proponho uma solução para os nossos problemas de convivência. "

E complemente: 
"De posse da consciência de que vocês existem, quero estabelecer um diálogo contínuo para poder entender de onde vocês vêm e o que eu posso fazer para transformar nossa relação em algo pacífico. 
"Tudo bem assim ?"

Se sua proposta for de coração, não se surpreenda se ambas, a raiva e a inveja, ficarem exultantes. Afinal, elas não serão mais reprimidas e subjugadas a falsas posições de indiferença, pois acabam de deixar uma parte sombria de si mesmo para tornarem-se parte da luz. A luz de sua consciência.

De hoje em diante com elas nessa luz você vai conseguir entender e transformá-las, pois a raiva e a inveja vão lhe dar todos os elementos com os quais, de fato, poderá promover as mudanças que culminem numa transformação. Isso não acontecia antes porque enquanto não olhasse para elas, renegando-as e reprimindo-as, você não as tinha conscientemente como uma parte verdadeira de si mesmo. 

Agora que essa parte sombria veio para a sua consciência, toda a energia que antes dispendia será usada para ajudá-lo a seguir na direção de uma solução e não mais para esconder um pedaço de si mesmo.

Traga esse seu lado sombrio para a luz e a partir dessa luz viva plenamente, pois tudo aquilo a que você resiste, persiste !

Experimente !


- by Dalton Cortucci
(visite meu site: www.brcoaching.com.br )


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Sentido da Vida.

Quem somos nós ?
O fazemos aqui ?
Para onde vamos ?

Todos fazemos essas perguntas e as repetimos várias vezes ao longo de uma vida.

Uma das definições que mais me tocaram veio de Thomas Keating, um padre católico, autor de muitos livros e que dirige retiros de prática da "oração contemplativa" em todo o mundo. Sem qualquer conotação para esta ou aquela religião, Thomas define o sentido da vida como um processo espiritual:


"O início da jornada espiritual é o reconhecimento, não apenas a informação, mas a real convicção interior, de que há uma força superior, ou Deus. Em outras palavras, é o reconhecimento de que há um "Outro" .

O segundo passo é tentar tornar-se esse "Outro".


O passo final é reconhecer que não há um "Outro". É reconhecer que Você e o "Outro" são um só. Sempre foram. Sempre serão. Você simplesmente é que achava que não era."



Para mim essa ideia foi tão interessante que não resisti em registrá-la no blog. Espero que apreciem.

.
- by Dalton Cortucci

Leve para sua empresa ou instituição uma de nossas palestras ou workshops sobre Inteligência Emocional, Eneagrama e Coaching.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O imponderável mete medo, mas nem sempre precisa ser assim.

A gente ouve que quando o imponderável está presente tudo pode acontecer. A recomendação de sempre é fugir dele, porque qualquer decisão que o inclua é um tiro no escuro.

No trabalho é pior ainda. A incerteza inviabiliza qualquer projeto. Ninguém se arrisca a adotar uma ideia que possa custar seu emprego, exceto, embora raro, se puder defendê-la racionalmente.

O imponderável também não poupa as relações entre as pessoas, sejam elas profissionais ou afetivas. Aliás, se ninguém sabe o que vai acontecer dentro dos próximos 5 minutos, que dirá com os compromissos longínquos, tais como um emprego novo, construir uma casa ou comprometer-se com um casamento.

Em outras palavras, o imponderável é sinônimo de risco e a maioria de nós detesta corrê-lo. Mas o que muita gente não percebe, ou custa a admitir, é que o imponderável está presente em absolutamente TUDO. Isso acontece porque a vida não é um roteiro pré-estabelecido e por isso o resultado das nossas decisões só pode ser medido na prática.

Mas se por um lado não se pode medir aquilo que é imponderável, por outro nós dispomos de uma ferramenta, igualmente imponderável, com a qual podemos calcular riscos: CONFIANÇA.

A CONFIANÇA é a régua com a qual medimos aquilo que não pode ser mensurado através de uma equação ou de uma metodologia. A CONFIANÇA é um recurso embutido em todas as empreitadas, em todas as ideias colocadas em prática, em todas as escolhas que deram certo.

Se a nossa CONFIANÇA for menor do que o tamanho da nossa incerteza, o resultado tende ao fracasso. Mas se o sentimento que embute uma decisão de risco gravita em meio à uma "certeza imponderável", é só aguardar para comemorar, porque ela será a decisão correta!!!

by Dalton Cortucci


Leve para sua empresa ou instituição uma de nossas palestras ou workshops sobre Inteligência Emocional, Eneagrama e Coaching.

domingo, 25 de setembro de 2011

Vampiros emocionais

Existe gente muito bem articulada que vive impressionando as pessoas com sua inteligência, simpatia, solicitude, mas que.tudo não passa de uma manobra muito bem elaborada para enganar os outros. São pessoas que vivem naturalmente assim. Vivem para envolver e ludibriar os outros.

Esse tipo de gente não olha as pessoas como seres que têm sentimentos, isto é, são completamente desprovidos de empatia, pois não conseguem se colocar no lugar do outro mesmo que tentem - embora nunca tentem. 

O interessante é que quem nunca conheceu uma figura dessas sempre questiona:
"como é que alguém se permite envolver a ponto de ser enganado e, não raro, dominado por períodos, muitas vezes, significativamente longos ?"

Essa é uma pergunta fácil de se fazer, mas muito difícil de se responder.
Embora as pessoas atribuam o mérito e a culpa a esses malandros recheados de empatia, todos sabemos que eles contam com uma grande colaboração de suas vítimas. É como manter a porta aberta da sua casa num bairro perigoso e tentar transferir a culpa de não ter tomado precauções para a segurança pública. 

De qualquer forma, essas figuras nebulosas são exímias rastreadoras do estado emocional das pessoas, agindo como verdadeiros vampiros a procura de fraquezas. Quando detectam uma vítima contam com sua desatenção, uma vez que, normalmente, ela se encontra fragilizada e com sua capacidade de discernimento comprometida, acabando por tornar-se propensa a ser enganada. Se por um lado a vítima está cega sem perceber a armadilha, pelo outro entrega-se ao envolvente soar daquilo que quer ouvir ou daquilo que mais necessita sentir, para aliviar o estado em que se encontra.

Alguns desses estelionatários emocionais eu tive a infelicidade  de conhecer pessoalmente, outros eu apenas ouvi falar, e sempre em meio a histórias que fatalmente terminam de forma muito triste.

O mundo jamais se livrará dessas obscuras figuras e sempre haverá gente debilitada emocionalmente para que eles se "alimentem". Contudo, todos sabemos da existência desses vampiros, o que já nos tira da condição de inocentes, ou seja, ter uma mínima consciência é o suficiente para que jamais nos entreguemos totalmente nas mãos de alguém. 

É claro que uma ajuda é sempre bem vinda nos momentos difíceis, mas jamais devemos abandonar nossa inteligência para ficarmos a mercê das emoções, pois o desequilíbrio nos torna frágeis.

Em outras palavras, a maior proteção que dispomos contra os "criminosos emocionais" está na nossa própria natureza, a qual nos dá vida, independente da vida do outro e isso sem tirar nada de ninguém.

by Dalton Cortucci

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