domingo, 3 de abril de 2011

Tratar todo mundo igual não traz bons resultados.

Todos nós temos necessidades emocionais básicas. Essas necessidades são expressas na forma de sentimentos, como por exemplo, a necessidade de nos sentirmos aceitos, respeitados e importantes.

Embora sejam básicas, tais necessidades emocionais variam de intensidade para cada indivíduo, assim como para cada um de nós varia a necessidade de água, comida ou horas de sono. Uma pessoa pode necessitar mais liberdade e independência, outra pode necessitar de mais segurança e contato social. Um pode ter mais curiosidade e maior necessidade de compreensão, enquanto outro tende a aceitar mais facilmente o que lhe fôr dito.

Mesmo que a maioria das nossas necessidades básicas sejam semelhantes, tratar e ser tratado sem qualquer distinção não tem nada a ver com "espírito democrático", uma vez que cada um age e reage segundo a intensidade de suas necessidades. 


Um exemplo muito claro acontece na escolas, onde todas as crianças são submetidas ao mesmo tratamento, requerendo reagirem de forma igual aos mesmos estímulos e nos mesmos tempos. Outro lugar muito comum disso acontecer é em casa, uma vez que os pais procuram não fazer distinção no tratamento dos filhos para parecerem justos e sentirem-se leves com suas consciências, sem levarem em conta as diferenças das necessidades emocionais de cada um.

Como resolver isso de forma massiva ?
Dificilmente vamos alcançar uma solução a curto e médio prazo, pois isto requer uma revolução, não só nas políticas de educação, mas igualmente em nossa cultura, a qual é, obviamente, agenciada pelo meio ambiente e pela educação a qual nós mesmos fomos submetidos.

Contudo, de imediato, cada um de nós pode melhorar muito essa visão se desenvolver a empatia. A empatia pode nos ajudar a compreender mais as necessidades dos outros e de nós mesmos, permitindo-nos viver melhor com aqueles que nos rodeiam e de acordo com as necessidades emocionais de cada um.

Sem qualquer exagero, a empatia é simplesmente a chave mestra de todos os tipos de relacionamento, e é com ela que a gente consegue ser justo e democrático sem deixar de respeitar as emoções de cada um.


by Dalton Cortucci


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